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Home » Poesias Quarta-Feira, 23 de Maio de 2018







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Porque te Amo
por: Vaine Darde

Porque Te Amo

Te amo sem razão nenhuma e por todas as razões...
Amor não precisa de razões: revela-se.
Onde há razão não há loucura...

E só os loucos amam verdadeiramente.
Eu te amo porque há divindade em teu sorriso,
teu sorriso é reduto dos anjos, teu sorriso salva...

Te amo porque o amor me olha dos teus olhos,
a primavera grita nos olhos...

Do fundo dos teus olhos, uma menina triste
chama meu nome com cinco letras de ouro;
uma mulher apaixonada abre os braços em cruz
Para me dar o céu, Para que eu me crucifique nela em nome do amor.

Eu teria todas as razões que sustentam o universo
para te amar e te amar e te amar, mas apenas te amo, sem razão nenhuma.

Te amo porque alguém escreveu em alguma parte
que eu te amaria com rosas e unicórnios, com a metafísica de setembro que põe ouro nas laranjas e exerce nas camélias o fascínio pelo sol.

Não queiras saber por que te amo, o amor em mim não saberia, as palavras chorariam sem a tradução de ti e somente o teu nome em minha boca gritaria amor.

Eu não sei por que te amo,
quando nasci já havia em minha alma as tuas digitais, de onde vim, alguma coisa tua veio em mim e esperou até agora para voar comigo,
se guardou até agora para me renascer...

Muitos antes de ser de outro amor tu já eras minha
porque só para mim e os espelhos tu és tu...

A outra, a que andaste vivendo antes de mim,
era uma estranha, tu és essa que me olha com olhos de promessa...
essa que sorri céu...
a que renasce...

Porque te amo
É como perguntar a rosa, por que cativa?
Como perguntar ao mar, por que murmura?
Como perguntar a ti, por que encantas?
Mas eu diria que te amo porque teu cheiro
desperta em meu instinto a pretensão de eternidade...

Porque teus olhos me falam desse cheiro.
Te amo porque entre nós há uma equação que justifica a vida, e porque já fomos um único ser que, dividido, se perdeu e busca agora ser completo...

Eu te amo porque já te amava sempre
no universo sem tempo da eternidade,
na efêmera vertigem da roseira...
E na existência luminosa das estrelas.

Assim te amo.